A oncinha, o jiló e o paraíso
O paraíso não me parece conveniente
Abel Marques Ferreira
Queiramos ou não, acreditemos ou não, desejemos ou não, nós somos a oncinha.
(A foto é de 2019, quando assistimos assustadoras queimadas no país à deriva).
Reflexões e análises sobre sociedade, comportamento coletivo, relações sociais e os fenômenos que estruturam a convivência humana.
Queiramos ou não, acreditemos ou não, desejemos ou não, nós somos a oncinha.
(A foto é de 2019, quando assistimos assustadoras queimadas no país à deriva).
Traduzir o que causa insensatez no ser humano é sempre uma boa discussão, talvez impossivel, mas podemos afirmar com certeza que essa é uma atitude que não faz bem pra vida, e o pior faz mal pra outros.
Estou à procura de pessoas pequenas, aquelas que desistiram.
Não por falsa imparcialidade, nem por falsa isenção, negligência, preguiça ou irresponsabilidade, mas por acharem que nada mais podem fazer diante deste mundo inóspito.
Não naturalizo jamais o que tenho presenciado no coletivo, na humanidade.
Há um surto de falta de autenticidade.
Muitas discussões e debates acontecem em torno do resultado do IDEB. Criticas, celebrações, empenhos, desempenhos, avanços e não avanços, tudo para tentar demonstrar que a educação do nosso Pais vai bem ou não vai bem, mas o fato é que independente de qualquer que seja o número, ela poderia ser muito melhor.
Humanos surgiram na África com pele escura; ao migrarem para regiões frias, a menor radiação solar favoreceu peles claras. Diferenças raciais são mínimas, e o racismo ignora nossa origem comum e científica.
Um imigrante em Santos surpreende-se com a gentileza e empatia de um jovem motorista de ônibus, que ajuda passageiros, cuida de um celular perdido e transforma a viagem em um ato de resistência pacífica e esperança.
Ninguém poderia afirmar que conhecera aquele homem sisudo e triste que media a generosidade da chuva empunhando a sombrinha mais antiga do bairro. Diziam que ele habitava outro planeta e descia de um bólido para pousar naquela casa.
Um soldado volta louco da guerra, e não consegue ver a vida, senão através das cores, explosões e ruínas.