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Lago dos ausentes
Rô Noal
No fim do caminho tem um lago cristalino
Textos, crônicas e reflexões sobre artes e cultura, abordando suas manifestações na sociedade contemporânea e seu impacto na formação do pensamento e da identidade coletiva.
No fim do caminho tem um lago cristalino
E assim eu vejo um dia, depois o outro
Sempre mais um
Sempre menos um
Poema de Abel Marques Ferreira musicado por Renato Oliveira
De fato, alguns acontecimentos de nossa vida, se realizam tão rapidamente que nossas ações ficam limitadas, e com isso , ficamos com a sensação de que poderiamos ter feito mais, ou de que algo não foi feito. Logo bate aquele arrependimento e os sentimentos nos questionam sem respostas só resta nos dizer: “Que Pena”.
Itabuna fez 116 anos de fundada, e eu resolvi retirar da memória a construção da sua gênese. Fiz poema e canção. Esta, o maestro e arranjador Sérgio Souto, falecido em 2014, em Salvador, dizia ter natureza jobiniana, devido aos acordes.
Depois de crucificarem Jesus, José de Arimatéia ofereceu à burguesia israelita, um jantar, em sua mansão ancorada sobre os rochedos do lago de Cesareia.
Quantos sorrisos por ai escondem um sentimento?
Quantos sorrisos por ai escondem uma infelicidade?
E quantas vezes precisamos sorrir para disfarçar nossa dor?