O retorno
Rasuras
Helen Calaça
Eu busco me encontrar, mas não desejo trombar comigo no escuro, não gosto de
imprevistos. Preciso me encontrar suave…desfazer rasuras…ensaios.
Reflexões filosóficas sobre existência, ética, conhecimento e realidade, conectando pensamento clássico e contemporâneo ao cotidiano.
Eu busco me encontrar, mas não desejo trombar comigo no escuro, não gosto de
imprevistos. Preciso me encontrar suave…desfazer rasuras…ensaios.
Não há nada…nada…
nada mesmo que estando no mar, a ele não pertença.
Existir sem escrever, cansa, enruga o espírito e envenena a alma.
Pela palavra se cria e se destroi, tudo que vive, tudo que doi.
Onde está o navio?
-eu não sei…eu sinto que ainda estou navegando,
mas agora, para dentro
…alma aberta…
…estou a deriva…
Eu busco me encontrar, mas não desejo trombar comigo no escuro, não gosto de imprevistos. Preciso me encontrar suave…desfazer rasuras…ensaios.
‘Quanto mais se destroi, mais pistas incontestáveis há de que ali também resistem milagres.’
Temos conversado muito. Me disse – e de modo muito enfático – que não está nem aí para quem sigo. Não quer nem saber se é o Malafaia, o Papa…
Sobre os filtros que utilizamos na interpretação de textos.
Um incenso perfuma, mas não purifica o coração de quem o acende.