É quando viver não é suficiente.
Encontro as respostas, estão todas ali, porém, desalinhadas que são, não lembro a que perguntas se referem.
Só encontro verbos inconcretos, em tempos incoerentes que vão dar em substantivos abstratos.
Defendo tanto o verbo esperançar.
Mas a vida é compacta, tem cheiro, tom.
Nada retém o que se passa dentro da mente humana.
Eu sei o que você deve fazer, mas não me conheço.
Eu desaproprio você do que lhe é autêntico, mas não reconheço nem mesmo o formato dos meus dedos dos pés.
Modifico sua rota, mas minha estrada é circular.
Tudo que me é diferente, eu mato.
Só consumo o que me vier pronto. Você não se atreva a chegar em processo de construção.
Construir pra que, se posso alugar.
Alugar você.
Sua mente, pra mim, é mero laboratório. E seu corpo, abriga meu desejo, que para garantia de espaço, desaloja sua alma. É desejo demais. Mas não chega a ser pessoal.
É instância.
Circunstancial. Circunda sem tocar.
É oco, lembra oca sem índio.
É estrada sem gravidade. Levita, mas não voa.
Bate, mas não tem asa.
Não é do mal, nem é do bem. Ainda bem. Não é dual. Mas é branco no preto.
Estranho isso. Esse estado do ser. Às vezes acho o monocromático chique, mas lembro do mar.
Como pode haver a cor azul. Intraduzível.
O azul carece de rota, de pergunta, de resposta, confissão, nenhuma circunstância nem gravidade. Não é útil para nada e serve a todos. O azul cabe sempre no momento presente, e é de graça. O azul veste o índio, a mim e a você.
O azul não pede licença e nunca invade.
Deve ser isso que é amar.
19:05h
29-04-26.
H.C. 🌻🦅
Uma resposta
O azul veste o índio, a mim, a você!🥰
Preguiça de repostar…vai mais no coloquial mesmo.😐