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Inconclusos Online

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A imprensa quer Flávio

Por que, mesmo sem propostas para o país, Flávio Bolsonaro é o queridinho da imprensa?

Flávio Bolsonaro segue nas pesquisas sem propostas, blindado pela grande imprensa. O risco é a ruptura institucional e a perpetuação do poder familiar, enquanto o eleitor permanece anestesiado.

Sim, você sabe e é testemunha: Flávio Bolsonaro não apresenta nenhuma proposta para o país. Nada. Zero. E, mesmo assim, segue empatado nas pesquisas com Lula, que já entregou tanto ao Brasil. Por que isso acontece?

Não é porque a campanha de Flávio esteja melhor estruturada. Não é porque a de Lula esteja mal. É culpa da imprensa, que parece desejar de coração a implantação de uma ditadura no Brasil.

Não estamos tratando com crianças ou desinformados. Pelo contrário. A imprensa sabe muito bem quais seriam as consequências da eleição de Flávio. Ele já deu os sinais: caso eleito, seu primeiro ato seria subir a rampa do Planalto ao lado do pai. Como? Resgatando-o da prisão domiciliar e afrontando não só a Justiça, mas todas as instituições. A ruptura seria evidente.

E não pararia aí. Todos sabemos que há anos a família Bolsonaro nutre o sonho de fechar o STF com “um jipe, um cabo e um soldado”. Flávio aprendeu com os erros do pai: deveria ter sido mais rápido, deveria ter levado adiante o plano Punhal Verde-amarelo que previa assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes (mas amarelou na hora), deveria ter sido menos hesitante. O pai tinha medo. Flávio não. Ele é ousado, não mede consequências, e vai pra cima.

O apoio da imprensa só se justificaria se houvesse algo a ganhar. E esse ganho teria que ser muito maior do que o prejuízo evidente ao país. Porque Flávio não cumpriria apenas quatro anos no poder. Ele se alternaria com o irmão Eduardo, perpetuando o projeto de poder. Uma vez instalada a teocracia, o que seria da imprensa? A cada decisão errada, teria liberdade para noticiar? Claro que não. Quem ousasse, já sabemos o destino. Restaria publicar receitas de bolo, como na ditadura.

Então, por que a Rede Globo destacou um repórter para vasculhar câmeras de segurança em aeroporto, tentando flagrar Alexandre de Moraes e esposa desembarcando de um jatinho? Vasculhou os dados da aeronave até descobrir que o proprietário era Daniel Vorcaro. Mesmo sem certeza absoluta de que eram o ministro e a esposa nas imagens borradas, publicou. Mas não se preocupou em investigar as conversas de Kássio Nunes Marques com o mesmo Vorcaro, que resultaram em mais de 400 milhões após voto favorável em precatórios. Isso sim, é corrupção em alto grau.

O resultado dessa blindagem é devastador: o eleitor anestesiado. Alguém acredita que, nestes poucos dias que faltam para as eleições, algum escândalo grave possa colar em Flávio? Nada mais cola. Ele já é o corrupto autorizado. O bandido legitimado.

Mas o que fazer diante dessa situação?

A estratégia precisa ser múltipla e incisiva. Não basta apenas denunciar; é necessário agir em várias frentes. Eis alguns caminhos possíveis:

Fortalecer mídias independentes: apoiar veículos alternativos e jornalistas que não estejam alinhados à blindagem. Isso amplia o alcance de informações críticas que a grande imprensa omite.

Mobilizar redes sociais: usar plataformas digitais para furar o bloqueio, disseminando denúncias, análises e fatos que não recebem espaço nos meios tradicionais. Tentar utilizar o algoritmo a nosso favor: qualquer curtida, comentário ou compartilhamento, aumenta o engajamento.

Produzir conteúdo direto: textos curtos, manifestos, imagens, vídeos, podcasts e panfletos que falem sem intermediários com a população, em linguagem clara e acessível.

Organizar movimentos de rua: atos públicos, debates comunitários e encontros presenciais que mostrem resistência e criem pressão social.

Expor contradições da imprensa: destacar casos em que ela investiga seletivamente, como no exemplo que citei, para mostrar ao público que há manipulação.

Construir alianças: unir movimentos sociais e lideranças comunitárias em torno de uma narrativa comum contra o autoritarismo.

Educar politicamente: promover debates e materiais que expliquem as consequências reais de uma ruptura institucional, para que o eleitor compreenda o risco.

Em suma, o caminho é romper o cerco da informação, criar canais paralelos de comunicação e mobilizar a sociedade para que não se deixe anestesiar.

Se ainda assim, o fascismo vencer, teremos feito nossa parte na resistência

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O texto e opinião do autor não refletem necessariamente a opinião do site Inconclusos Online.

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