Seu sorriso não foi em vão
Nem suas lágrimas de desespero
Na mais doída solidão
Em que mesmo entre muitos
A dor calava sua voz
Agora é demasiada a hora
De lembrar-se de tudo
De todas as “profecias”
Porque antes da dor do corpo
A mais dolorosa é a da alma
De um coração não compreendido
De uma dor subjugada
De rebeldia
De uma sensação de não pertencimento
Diante de um amor hipócrita
Alheio à empatia.