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Ser, um aprendizado.

Estou relatando em síntese um aprendizado pessoal de Autoconhecimento. Nos textos anteriores publiquei cinco insights.

Era a tese básica de Sri Ramana de que o eu individual nada mais é do que um pensamento ou uma ideia. Como experienciei essa descoberta é o que apresento aqui.

Ser, um aprendizado.

Insight 6: Não é preciso buscar, Eu Sou.

Insight 7: Sou antes do “Eu sou”, o Absoluto!

Insight 8: Repouse em seu estado natural. Meditação é estar presente. Viver no Agora.

Insight 9: a percepção de que o “eu” é uma falácia. Isso é libertador. Sem o “eu autocentrado” não há sofrimento. Tive essa percepção, com bastante clareza ao acordar. Me levantei e anotei.

Nove horas após escrever essa percepção, li o seguinte: “Era a tese básica de Sri Ramana de que o eu individual nada mais é do que um pensamento ou uma ideia. […] A partir daí o ‘eu-pensamento’ sobe até o cérebro e se identifica com o corpo: ‘Eu sou este corpo’. Em seguida, cria a ilusão de que existe uma mente ou um eu individual que habita o corpo e que controla todos os seus pensamentos e ações. O ‘eu-pensamento’ realiza isso identificando-se com todos os pensamentos e percepções que ocorrem no corpo. Por exemplo, ‘eu (isto é, o ‘eu-pensamento’) estou fazendo isso’, ‘eu estou pensando isso’, ‘eu estou me sentindo feliz’, etc. Assim, a ideia de que alguém é uma pessoa individual é gerada e sustentada pelo pensamento ‘eu’ e por seu hábito de se ligar constantemente a todos os pensamentos que surgem.”

Insight 10: Sou consciência e o mundo é minha criação.

18/12/2021

A Consciência cria a realidade ilusória. Ela é a realidade. Eu sou Consciência e crio a realidade.

Dormindo, sonhei que estava em uma universidade, participei de eventos. Ao sair da universidade caminhei ao lado de uma acadêmica que me parecia mais velha, mas ao abaixar vi que seus seios eram jovens e passei a vê-la como uma pessoa bem mais nova que antes. Desci com ela uma pequena ladeira e havia alguns problemas de solo, elevações, valas e dei a mão a ela a ajudando a atravessar esses acidentes geográficos. Ao conversar com ela, me senti formal, meio parnasiano e passei a tecer considerações sobre esse fato. Ela me parecia muito bonita e muito clara. No meio da conversa me percebia mais velho, dei asas a essa imaginação e me envolvi fisicamente com ela e ao me despedir tinha intenção de continuar mantendo com ela um relacionamento.

Ao acordar e refletir sobre o sonho, percebi que somos personagens, melhor, somos Consciência e criamos personagens que se relacionam com outras personagens, mas que na verdade somos Consciência e o mundo que vemos é apenas criação, não é real. A moça do sonho era uma criação de minha mente, um conteúdo simbólico a compreender. Mas, o que mais me marcou foi que não somos verdadeiros, somos apenas criação, que podemos deixar a qualquer momento. Isso se tonou bem nítido.

Como a Consciência cria o seu eu?

 

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