Primeiro, o homem é conduzido pelo líder – midiático, político ou religioso – que ele acha que escolheu sozinho – e por supostas verdades que nem mesmo o próprio líder possui;
depois, só quer ler ou ouvir aquilo que lhe foi impresso na psique e lhe traga a comodidade da ilusão de uma certeza férrea e de uma razão infinita e pétrea;
criminaliza, então, qualquer mínimo indício de diversidade;
por fim, passa a viver em um universo paralelo a milhões de anos-luz daquilo que é real.
Fatos se tornam desprezíveis detalhes que sequer serão vistos, lidos, ouvidos ou percebidos, mesmo que atuem em sua própria pele.
E a probabilidade do despertar, do tornar-se consciente e do buscar o autoconhecimento fica, a cada dia, mais e mais escassa.
Vem daí a nossa iminente falência como civilização.