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De repente, tudo parece se perder.

Sombra; Noite escura da alma; Emergência espiritual.

O que pensava que era libertação era apenas falsa expressão do velho eu. O ego pensava estar livre, ao se esquecer do subconsciente.

De repente, tudo parece se perder.

Sombra; Noite escura da alma; Emergência espiritual.

No trabalho do Despertar, ela nos ataca. Há um negror e um peso enorme tomando a mente. A claridade recém conquistada cede o seu lugar. Dias difíceis, muito difíceis, é a negação de tudo o que pensava ter conquistado. “Ela” caiu sobre mim muitas vezes. O que pensava que era libertação era apenas falsa expressão do ego. O ego pensava estar livre, sem dar conta do que havia escondido sob o tapete da mente.

A sombra, expressão dada por Jung, pode ser o nosso lado obscuro, o ódio, a inveja, o egoísmo, todos os nossos sentimentos que negamos, nossas vergonhas, o que reprimimos em nós para dar conta de sobreviver e não ser esmagado pela sociedade, mas que não desapareceram, estão submersos ou enterrados sob fina camada no subconsciente.

Mas também negamos nossos talentos, espontaneidade, criatividade, assertividade, por medo de sermos condenados ao expressá-los.

O despertar ou o doloroso processo de individuação traz a tona o sombrio e também o que há de melhor em nós e isso é maravilhoso. Há uma descoberta gradual de quem somos de verdade, viver e honrar a vida que nascemos para ter, o significado de estarmos vivos.

Com o tempo, podem ocorrer muitas recaídas, como no meu caso, ao reconhecermos o Vazio perfeito em nós e passarmos a ser um observador mais frequente de nossos sentimentos, emoções, instintos, a sombra diminui a frequência de “visitas”, a paz se torna mais estável e, sendo autênticos, nos sentimos mais alegres.

Portanto, é fundamental não nos desesperarmos e negarmos o processo, o que, sem dúvida traria maior sofrimento.

Existem alternativas para esse sofrimento que se apresentarão ao seu tempo, o “olhar para o monte de onde virá o socorro”, meditar, embora nem sempre consiga, o contato com a natureza, o deixar ir… Esteja certo que, “quando tudo parece estar perdido, nada se perdeu”. Porque o Ser, a Consciência, continua intacto, quem está se perdendo é o velho eu que resiste agarrado ao cérebro.

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