Existe algo no universo
Uno com ele
Algo “quase” mágico
Que habita a música
O som da alma, do coração
Viaja no tempo
Faz-se a voz do poeta
Por vezes uma dor rasgando o peito
Esmagando a flor
Agonia tamanha
Repleta de angústia e melancolia
Sentida, calada
Congelada, nada polida
Quase demente
Uma luz, um feixe
Deixando-se apagar de vez
Para sempre.