Eu escrevo sobre a vida, do ponto de dentro da minha emoção, que quando não
ilumina meus pensamentos, ao menos me permite expressar em essência, aquilo
que eu considero justo no ato de existir. Por insuficiência, busco transcender em
algo lúdico, tudo que sinto, vejo, toco, sei e imagino.
Passo pela vida cantando, minha casa é onde está o meu coração.
Viajo sempre que posso, fora e dentro.
Escrevo por necessidade.
A psicologia me ajuda a dar nomes pras coisas. Gosto do meu caos organizado.
Imagino coisas e ninguém consegue me parar.
A vida está para o ato, assim como a morte retrocede na palavra e sou imortal.
Existir sem escrever, cansa, enruga o espírito e envenena a alma.
Pela palavra se cria e se destroi, tudo que vive, tudo que doi.
Deus me livre compreender tudo.
Prefiro escrever.
O ser vem antes do ter, e de forma inconclusa, sempre virá.
Enquanto eu não concluo nada, vou indo pela contra mão, intacta e plena de finitude.
Enquanto eu não sei de nada e nenhuma literatura me salva, nem nenhum rótulo
me fere, chego a um ponto onde desconstruir também me cansa. Então eu canto.
Não necessariamente acredito em homens e mulheres, mas creio na arte que estes fazem.