São inúmeros os fios que nos tecem. Passando pela ancestralidade, família, religião, música, filosofia, política, entre outros. O autor, então, ora de forma sutil, ora ácida, ora bem-humorada, reúne textos e aforismos colecionados durante a vida com a intenção de nos fazer pensar e meditar acerca de nosso passado recente, já que nossa frágil memória, frequentemente, nos abandona. Até esse abandono é um fio que nos tece, por via das agulhas das fortes influências externas às quais, inadvertidamente, entregamo-nos.
Procura insistentemente nos mostrar a importância da observação da realidade direta e cotidiana, que nos protege das opiniões vendidas como fatos, das omissões, das mentiras e das tempestades de más intenções que nos assolam diuturnamente. Como também, nos mostrar a importância do autoconhecimento e da consciência individual, responsável e isenta, se verdadeiramente desejamos adicionar ao todo, a pequena dose de amor que cabe a cada um de nós adicionar.
Portanto, os textos apresentados não trazem o intento de se transformar em novos fios, mas identificá-los, através da nossa própria reflexão e discernimento. Como nas palavras do próprio autor, “Os melhores livros – assim como mestres – não são aqueles que nos dão as respostas que esperávamos, mas os que despertam as dúvidas que não tínhamos”.