O mito da “melhor idade” (ea ironia embutida)
Chamamos de “melhor idade” com um sorriso meio torto, como quem oferece um elogio que esconde suspeitas. No fundo, muitos ainda imaginam a velhice como a pior: declínio, inutilidade, espera. É uma narrativa pobre, não por romantismo, mas por falta de julgamento. Idade não decide sentido. Quem não sabe ser feliz não está infeliz “por causa” da velhice; é infeliz em qualquer estação porque não aprendeu a lidar com a vida. Sem agradecimentos, a pessoa briga com o momento, rejeita a realidade, acusa o tempo.
A questão, portanto, não é “a velhice me faz infeliz?”, mas “qual é a minha postura diante da vida?”. A resposta vale aos 20, 40, 70. Sem uma gramática, a duração apenas ao longo de um mal-estar que já estava lá.
O mito da “melhor idade” (ea ironia embutida)
Chamamos de “melhor idade” com um sorriso meio torto, como quem oferece um elogio que esconde suspeitas. No fundo, muitos ainda imaginam a velhice como a pior: declínio, inutilidade, espera. É uma narrativa pobre, não por romantismo, mas por falta de julgamento. Idade não decide sentido. Quem não sabe ser feliz não está infeliz “por causa” da velhice; é infeliz em qualquer estação porque não aprendeu a lidar com a vida. Sem agradecimentos, a pessoa briga com o momento, rejeita a realidade, acusa o tempo.
A questão, portanto, não é “a velhice me faz infeliz?”, mas “qual é a minha postura diante da vida?”. A resposta vale aos 20, 40, 70. Sem uma gramática, a duração apenas ao longo de um mal-estar que já estava lá.