Neste ano eu descobri o poder do silêncio, da quietude.
Descobri o poder de sair à francesa e na hora certa. No tempo de deixar saudade e não matar de tédio. Descobri que não é preciso ter resposta para tudo e que o silêncio elegante, muitas vezes, já diz muito. Neste ano eu descobri que algumas conversas, apesar de difíceis, são cruciais. E que, quando a gente se coloca com respeito e maturidade, as relações se transformam, muitas vezes, para melhor!
Descobri que, às vezes, aquela pessoa que está ali pertinho e com quem você nunca imaginou se abrir pode lhe trazer uma paz enorme.
Que é preciso viver o luto da perda pelas coisas que se foram: um trabalho querido, um amor, uma cidade, uma amizade, uma pessoa, uma crença… Descobri que esse tempo é necessário, mas que a gente pode diminuir a dor ficando apenas com a gratidão pelo tempo vivido e fechando o ciclo sem carregar mágoas. Mágoas são pesadas demais…
Descobri que o Silvio Santos estava muito certo: pagando as parcelas do Baú direitinho, a gente pode realizar sonhos grandiosos!
Descobri que, quando tenho medo, preciso de uns minutinhos para respirar, mas acabo indo com medo mesmo. Exceto montanha-russa: essa eu deixo para o meu filho de 7 anos.
Descobri o prazer do trabalho físico cansativo e da mente liberta. Descobri que nossas escolhas profissionais — e muitas outras — podem causar muito julgamento, mas que, no fim das contas, esse julgamento não pode afetar minha paz de espírito.
Descobri que algumas situações são complicadas mesmo e que, se não posso jogar água benta, gasolina é que não vou jogar!
Descobri que provavelmente não morrerei por nenhum dos motivos pelos quais já perdi o sono. E assim, descobri finalmente que as coisas todas têm o tamanho que a gente dá a elas…
Descobri que os livros, que agora leio em voz alta para os meus filhos, são mais curtos do que me pareciam na infância, mas muito mais mágicos!
Descobri que posso rir da cicatriz que ganhei quando bati o carro. Se alguém pergunta, digo que briguei num bar porque mexeram com meu amor! É libertador rir de si mesmo…
Descobri que ver meu filho de quatro anos lendo suas primeiras palavras faz cosquinhas no meu coração.
Descobri (ou redescobri) que escrever me liberta e põe ordem nos meus pensamentos! Enfim, descobri que minhas raízes são fortes, mas minhas asas são infinitamente maiores.
E assim, desejo raízes fortes para que você não esqueça de onde veio, mas desejo asas maiores para que possa voar alto sempre!
@voaletra