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Meu Deus anda meio puto

Temos conversado muito. Me disse – e de modo muito enfático – que não está nem aí para quem sigo. Não quer nem saber se é o Malafaia, o Papa, “espíritos de luz” ou a Mãe Dinah;

Se sigo os Evangelhos, o Alcorão, o Bhagavad Gita, Zaratustra, Budha ou qualquer outro;

Não quer nem saber da Minha ideologia, crenças, convicções, da Minha falsa e hipócrita moralidade que não resiste a uma brisa de seriedade ou um mínimo de estudo;

Tudo isso, para Ele, é da mais absoluta irrelevância; é inócuo; o que espera é bem diferente.
Nem gosta e descarta ser temido, bajulado, glorificado e citado em vão o tempo todo; e nunca foi cabo eleitoral de ninguém:

“Como pode acreditar que Eu, que criei esse vasto Universo, do qual Você quase nada conhece; Eu que provi Consciência à mínima partícula subatômica que a tudo compõe, como poderia ter, Eu, um ego tão mesquinho e rudimentar como o Seu? Necessitaria de reconhecimento e idolatria? Não seja ridículo! Não fui criado à Sua imagem e semelhança. Se nem mesmo a certeza da Minha existência eu Lhe dou”.
Me ensina que a fé é a confiança, a ausência do medo e a aceitação do que é real, e não uma lista de desejos; nem mesmo o caminho para uma premiação de ser iluminado ou escolhido; Ele não separa; Ele não escolhe.

O que quer, de fato, é que Eu mesmo me conheça e transforme o mundo, mas é límpido que só posso fazê-lo transformando a Mim mesmo. 

Mas… Como Me conhecer? Como Me transformar?

“Olhe Seu próprio rabo! Observe Seus pensamentos, Seus sentimentos, Seu corpo, Suas reações. A simples observação calará toda essa imensa bagunça que Você mesmo criou. Perceberá o quanto é presunçoso, arrogante, preconceituoso, belicoso, maldoso, maledicente, ciumento e invejoso. Perceberá o quanto de ódio Você irradia e o quanto Se faz de vítima. A dissolução do erro – e do ego – começa quando é observado. Priorize o silêncio. O silêncio é tudo o que precisa; nada mais.”

Concluo que, se houver alguma separação entre o joio e o trigo, ou um juízo final, contará apenas os pingos de carinho, empatia e silêncio que Eu conseguir transpirar no planeta.

“Não seja tolo! Eu não separo e tampouco julgo. Nunca disse tais coisas. Minhas leis são naturais; não há milagres aqui; as coisas, simplesmente, acontecem. Compreenda-as, compreendendo a Si mesmo, em primeiro, como já cansei de repetir. Siga o Seu coração com autoconhecimento e silêncio. E não espere nada de mim, seja punição ou libertação. Liberte-se de Si mesmo, tonto!”

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